Carlos Moedas. “Criar empresas é um ato mais emocional do que racional”

Carlos Moedas disse ao Observador que o fundo que de mil milhões que Bruxelas lançou para startups quer impedir que os unicórnios saiam da Europa. E que lançar empresas é um ato emocional.

“A criação de empresas é um ato mais emocional do que racional. E esta parte emocional tem a ver com o facto de estas pessoas se conhecerem aqui em Lisboa e daqui poderem emergir ideias novas, novas startups“, afirmou o comissário europeu com a pasta de inovação e investigação, Carlos Moedas, ao Observador, depois de visitar várias startups que estavam a expor na Web Summit-

No dia em que a Comissão Europeia anunciou um fundo de mil milhões de euros para apoiar as startups europeias, Moedas explicou que o objetivo é ajudar a impedir “que os unicórnios” [empresas avaliadas em mais de mil milhões de dólares] saiam da Europa. “Os unicórnios vão para os EUA, porque os fundos europeus não têm capacidade para investir neles”, afirmou Carlos Moedas.

O fundo de investimento da Comissão Europeia foi anunciado na terça-feira por Carlos Moedas na Web Summit, maior conferência de tecnologia e empreendedorismo da Europa, que se realiza em Lisboa até dia sexta-feira. Ao Observador, o comissário europeu afirmou que “ainda é preciso atrair os grandes fundos privados europeus para este projeto” e que ainda não há estimativas sobre como vão ser distribuídos estes montantes.

De acordo com a agência Lusa, a Comissão Europeia vai procurar a entidade que vai gerir o “fundo de fundos” até janeiro. A Comissão Europeia vai investir até 400 milhões de euros, num máximo de 25% do total, enquanto o restante é avançado por parceiros privados, o que significa investimentos adicionais de capital de risco até 1,6 mil milhões de euros.

A Web Summit decorre em Lisboa até ao final do dia de quinta-feira. Estão mais de 53 mil pessoas, de 166 países, a participar naquela que é a maior conferência de empreendedorismo e tecnologia da Europa e que se realiza pela primeira vez em Lisboa este ano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Observador

09/11/2016