Europa já gastou 20% dos fundos comunitários previstos até 2020

Até 2015, 274000 empresas receberam apoios europeus e nacionais, quase 130 mil milhões de euros do novo quadro 2020. 2,7 milhões de pessoas tiveram ajudas ao emprego.

A União Europeia já gastou ou atribuiu 20% dos fundos europeus previstos para o período de 2014 e 2020, de acordo com dados da Comissão Europeia. Apesar dos valores em causa, que apontam para uma injeção de fundos públicos na ordem dos 128,8 mil milhões de euros em dois anos (até ao outono de 2016), o crescimento da UE continua a não descolar, devendo ficar-se pelos 1,6% no próximo ano.

O emprego, que é o objetivo maior dos decisores políticos europeus, só deve avançar 0,8% no próximo ano, abrandando assim face aos 1,4% previstos por Bruxelas para este ano. A taxa de desemprego desce de 8,7% para 8,3% da população ativa.

A Comissão, que “pela primeira vez” publica um estudo sobre os “Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI)”, está otimista e nota “uma forte aceleração dos investimentos ao longo dos últimos meses, crendo-se que a implementação atingirá a sua velocidade de cruzeiro em 2017”.

“A dotação dos FEEI para o período de 2014-2020, incluindo o cofinanciamento nacional, representa um esforço de investimento de 638 mil milhões de euros”.

Quem beneficia

Segundo o mesmo documento, no final de 2015, 274000 empresas tinham já recebido apoio ao abrigo” desses programas, absorvendo os tais 130 mil milhões, aproximadamente.

Do mesmo modo, com esse dinheiro, “2,7 milhões de pessoas beneficiaram de ajuda para encontrar emprego ou desenvolver as suas competências; foi melhorada a biodiversidade de 11 milhões de hectares de terrenos agrícolas e foram selecionados um milhão de projetos financiados pela UE, num valor total de quase 60 mil milhões de euros”, resume Bruxelas.

Mas desde então, a injeção desses fundos na “economia real” terá disparado. O valor gasto em fundos públicos (europeus e nacionais associados) “duplicou em nove meses e, no outono de 2016, quase 130 mil milhões de euros — 20 % do total da dotação dos FEEI — tinham sido investidos em pequenas empresas, na investigação, na banda larga, na eficiência energética”, entre outros.

Os programas temáticos com maior ritmo de execução são da “adaptação às alterações climáticas”, que já tem 27% dos fundos previstos selecionados, cerca de 10,2 mil milhões de euros no final do outono de 2016, logo seguido do programa “emprego sustentável e de qualidade”, que já libertou 12 mil milhões de euros (execução de 26%).

Jyrki Katainen, vice-presidente da Comissão com a tutela do Emprego e Crescimento, disse hoje que “os FEEI constituem uma fonte essencial de investimento público”, dando “um contributo significativo para os grandes objetivos da UE em prol do crescimento e do emprego”.

Corina Crețu, comissária da Política Regional, pede agora a todos os Estados-Membros “ainda mais velocidade no processo de seleção e implementação” dos projetos que vão captar o dinheiro público.

 

 

 

 

Fonte: Dinheiro Vivo

20/12/2016