Governo lança investimento de 180 milhões para áreas empresariais

Infraestruturas de Portugal investe 102 milhões em acessos rodoviários a parques industriais ou empresariais. Autarquias investem nos parques em si

O ministério do Planeamento e Infraestruturas (MPI) vai apresentar esta tarde um novo plano de investimentos em rodovia e infraestruturas que irá movimentar um total de 180 milhões de euros até 2021. 

O “Programa de Valorização das Áreas Empresariais” prevê a realização de intervenções para criar ou melhorar as ligações entre doze zonas industriais ou parques de negócios e a rede rodoviária principal, incluindo também investimentos para a criação ou melhoria de algumas dessas zonas ou parques. “O programa é estruturado, já que faz parte do esforço coletivo para o Portugal 2020, onde os acessos rodoviários eram uma área atrasada. Mas o programa é também complementar, pois avança com acessos rodoviários para zonas empresariais”, explica Pedro Marques, ministro do Planeamento e Infraestruturas, ao Dinheiro Vivo. “O programa visa áreas empresariais com muita dinâmica e terá um impacto positivo nas empresas”, assegura.

Do valor total previsto aplicar neste “Programa de Valorização das Áreas Empresariais”, a maioria do investimento ficará a cargo da Infraestruturas de Portugal (IP). 

Esta empresa pública vai aplicar 102 milhões de euros até 2021 na promoção dos acessos rodoviários às áreas empresariais que o governo considerou prioritárias, investimentos que vão desde a construção de 7,1 quilómetros de estrada para ligar o Parque de Negócios de Escariz com a A32, num esforço total de 26,2 milhões, à requalificação da ligação do Parque Empresarial de Lanheses à Estrada Regional 305, que custará 210 mil euros. Além destes, o programa governamental vai intervir nos acessos rodoviários das áreas empresariais de Fontiscos, Cabeça de Porca, Formariz, Gandra, Famalicão Sul, Lavagueiras, Mundão, Riachos, Campo Maior e Rio Maior.

Segundo o Executivo, o objetivo dos investimentos passa por reduzir o tempo de deslocação a partir dos parques de negócios visados, reduzindo assim os custos de contexto que as empresas já implementadas enfrentam, ao mesmo tempo que se reforça a conectividade e intermodalidade das regiões. O plano procura fo

“É um investimento muito objetivado e focado, de proximidade e de fomento da coesão territorial”, refere Pedro Marques ao DV, que realça que investir na acessibilidade das áreas empresariais significa “recuperar a importância das mesmas”, destacando também que ao contrário do que se verificou no plano de investimento similar do anterior governo – o Plano Estratégico de Transportes e Infraestruturas (PETI) -, o programa que hoje será apresentado não esquece, antes prioriza, os acessos rodoviários que ficaram de fora do PETI.

Investimento atinge pico em 2019 

Além dos 102 milhões de euros previstos para os acessos rodoviários da responsabilidade da IP, o programa da tutela prevê ainda que sejam investidos 78 milhões de euros entre 2017 e 2021 na criação e expansão de áreas empresariais no país, numa verba que será financiada em 85% por fundos comunitários (66 milhões) e o remanescente (12 milhões) pelas autarquias das áreas a ser beneficiadas. 

Primeiro, porém, as câmaras terão de apresentar uma candidatura aos programas regionais responsáveis pelos fundos comunitários, razão pela qual Pedro Marques não avança com datas para a definição de que parques serão alvo de investimento. “Vai depender do calendário de Bruxelas”, diz, já que cabe à Comissão Europeia dar o “ok” final às áreas empresariais elegíveis para investimento.

Olhando para o calendário previsto no “Programa de Valorização das Áreas Empresariais”, nota-se que o grosso do investimento em acessos rodoviários (68,7%) estará no terreno entre 2017 e 2019, sendo este último o ano que movimentará mais capital: Só em 2019, ano de legislativas, a IP investirá 37,4 milhões dos 102 milhões previstos. 

Questionado sobre o calendário, Pedro Marques lembra que o mesmo estende-se além do horizonte da legislatura, atribuindo os diferentes níveis de investimento de cada ano com o estado das empreitadas previstas: se algumas já cumpriram etapas como a obtenção de declarações de impacto ambiental, outras ainda não deram ainda um passo, daí atingirem o pico do investimento mais tarde. 

De todas as formas, e já em 2017, a IP vai investir 6,6 milhões de euros neste programa, número que sobe para 26,5 milhões, 37,4 milhões, 22,6 milhões e 9,5 milhões, respetivamente entre 2018 e 2021.




Fonte: Dinheiro Vivo

07/02/2017