OE2017: “É a última oportunidade para recolocar Portugal na rota do crescimento”

Relançar o investimento, assegurar a estabilidade fiscal e a confiança dos investidores são propostas da Confederação da Construção e do Imobiliário.

O Orçamento do Estado para 2017 “é a última oportunidade para recolocar Portugal na rota do crescimento e da criação de emprego”, alertou esta quarta-feira a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário em comunicado. A CPCI recorda que, desde 2001, o investimento total, no país, caiu 37,5%, e que o investimento em construção, “responsável por metade daquele”, regrediu 55,4%.

Reis Campos, presidente da Confederação, reconhece que os recursos são escassos. No entanto, lembra que há instrumentos ao dispor de Portugal que “não podem ser desperdiçados”. E, por isso, a CPCI defende que é necessária “uma nova dinâmica” no que diz respeito ao Portugal 2020, designadamente em relação à eficiência energética e à reabilitação urbana. E o Plano Juncker, que “ainda não tem expressão” em Portugal, ao contrário doutros países, “não pode ser desaproveitado”, diz.

“Relançar o investimento, assegurar a equidade e a estabilidade fiscal, definir um enquadramento legislativo adaptado às necessidades dos agentes económicos, criar e manter um quadro de segurança e de confiança para os investidores” são as propostas da CPCI para o OE de 2017. “Estes devem ser os pilares do Orçamento do Estado. Se assim não for, dificilmente poderemos vencer o desafio do crescimento e do emprego”, diz Reis Campos.

Para a Confederação da Construção e do Imobiliário, o momento é de consensos. “A controvérsia, a especulação e a incerteza, como já este ano aconteceu, tem efeitos nefastos, sobretudo quando assenta no anúncio de medidas de aumentos da tributação, com particular incidência sobre o imobiliário, que abalaram severamente a confiança dos investidores. Não podemos colocar tudo em causa por questões como a necessidade de aumentar a receita fiscal no imediato, ou mesmo por motivos de natureza política. Portugal não está isolado no Mundo e tem de competir, à escala internacional, pelos investimentos que tanto precisa de captar”, defende.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Dinheiro Vivo

13/10/2016