Plano de Investimento atribui 62 milhões para explorações de Energia na UE

BEI - Banco Europeu de Investimento, assinou um acordo com a empresa ‘Sustainable Sàrl’, uma filial da SUSI Partners AG, alocando até 62 milhões de euros para o Fundo de Energia Renovável SUSI II.

O acordo é garantido ao abrigo do Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, elemento fundamental do Plano de Investimento para a Europa.

O Fundo SUSI II já inclui atualmente 13 explorações de energia eólica e solar na Alemanha, França, Reino Unido, Portugal e Itália, com uma potência global de cerca de 170 MW de energia limpa.

A este respeito destaca-se o facto de Portugal ter funcionado durante 107 horas consecutivas apenas com energia solar, hídrica e eólica entre as 6h45 do dia 7 de maio (sábado) até às 17h45 do dia 11 (quarta-feira).

Portugal atingiu assim uma importante meta, tendo conseguido abastecer a rede elétrica do país sem quaisquer emissões de carbono. Além das evidentes vantagens ambientais, o impacto económico foi também positivo, já que reduziu a necessidade de importar carvão e petróleo.

Já desde 2013 que metade da produção de eletricidade no país é assegurada por energias renováveis, mas nunca se tinha conseguido assegurar o abastecimento da rede durante tantos dias consecutivos. Foi um importante passo para tornar o país dependente apenas de energias renováveis.

Esta realidade contribui para uma redução drástica da emissão de gases com efeito estufa, tem um impacto positivo na economia portuguesa porque permite reduzir drasticamente as importações de combustíveis fósseis e ainda permite ao consumidor poupar na fatura da eletricidade, uma vez que os preços praticados seriam mais baixos. No ano passado as energias renováveis produziram 48% da energia do país, sendo a energia eólica a que mais contribuiu, com 22%.

Portugal tem vindo a apostar nas energias renováveis, particularmente na energia eólica. Foram feitos esforços para melhorar a capacidade de armazenamento de energia, para poder fazer uma melhor gestão dos excedentes e compensar as variações meteorológicas. No futuro espera-se poder exportar o excedente de energia renovável.

 

 

 

 

Fonte: Portugal 2020

01/08/2016