Vem aí mais novos concursos do Portugal2020

Educação e agricultura são os dois focos dos novos concursos de fundos comunitários lançados pelo Governo recentemente. Ao todo são 180 milhões de euros.

O Governo abriu novos concursos para investimentos na agricultura, agroindústria e para planos de combate ao insucesso escolar. Integrados no programa de fundos comunitários Portugal 2020, estes novos projetos chegam, em conjunto, aos 180 milhões de euros, anunciou o Executivo socialista.

 

É na educação que vão ser investidos 100 milhões de euros. O Ministério do Planeamento e Infraestruturas, em conjunto com o Ministério da Educação, vai apoiar projetos para reduzir o abandono escolar. As candidaturas estão abertas até 30 de junho do próximo ano. O objetivo é atingir “uma redução superior a 25% da taxa de retenção e de desistência dos alunos das escolas abrangidas”, explica o gabinete do ministro responsável pelos fundos comunitários.

A outra aposta está no Programa de Desenvolvimento Rural com a criação de dois novos concursos no valor de 80 milhões de euros. Ambos os concursos têm candidaturas abertas até março de 2017. “Não há tempo a perder. O Governo tem feito um esforço grande para garantir também o nível de investimento no setor, que vai agora ser reforçado com este novo pacote de ajudas”, garantiu o ministro da Agricultura, Capoulas Santos.

O objetivo de um dos concursos é financiar investimentos na transformação e comercialização de produtos agrícolas para “melhorar o desempenho competitivo das unidades industriais”, explica o gabinete do ministro da agricultura, florestas e desenvolvimento rural. Neste caso pretende-se inovação, maior produção e mais eficiência. Como? Na utilização de energias renováveis, por exemplo, uma das condições do concurso: pelo menos 70% da produção de energia tem de ser para consumo próprio “garantindo simultaneamente a sustentabilidade ambiental das atividades económicas”, esclarece o comunicado.

O outro concurso foca-se na introdução de novos métodos na exploração agrícola para melhorar o resultado final. Em causa está o uso da água, envolvendo novas tecnologias e melhoramento de infraestruturas de rega, a melhoria da fertilidade e da estrutura do solo, e mais uma vez o uso e produção de energias renováveis. Um dos objetivos é reduzir a volatilidade dos preços dos produtos agrícolas.

 

 

 

Fonte: Economia Online

15/12/2016